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Iniciou suas operações após cinco anos de restauração de um casarão no mais típico estilo Chalé, em 19 de abril de 2009, recepcionando a missão francesa que veio a Ouro Preto para o pré-lançamento do “Ano da França no Brasil” realizado no dia de Tiradentes, 21 de abril.

À princípio são apenas oito unidades disponíveis no casarão. Na segunda fase, ao lado, utilizando-se do mesmo acesso, serão construídos vinte e dois outros apartamentos, incluindo um para hóspedes que necessitem de cuidados especiais. A localização é um dos pontos fortes do Hotel do Teatro , confira na bandeira apropriada.

Abaixo a sinopse do texto escrito pelo Professor Ângelo Oswaldo de Araújo Santos ( 1 ) sobre o Chalé da Rua do Carmo onde funciona o Hotel :

“O estilo chalé (do Francês chalet ) aparece na arquitetura de Ouro Preto por volta de 1880. Os engenheiros da Estrada de Ferro Dom Pedro II, estimulam a moda. A inauguração do ramal de Ouro Preto, deixando a linha tronco em Miguel Burnier, só acontece às vésperas da República, em agosto de 1889, com a presença de Pedro II, da imperatriz Teresa Cristina e da Princesa Isabel. Enquanto isso multiplicam-se os Chalés em Ouro Preto e nas cidades servidas pela linha férrea.

As duas grandes águas do telhado terminam em largos beirais, como se avarandados fossem. O caibro corrido vem pôr fim ao achinesado galbo de contrafeito dos telhados antigos. Lambrequins arrematam o beiral, como renda branca de fino favor.

As janelas abandonam tanto a verga curva lisboeta, cultivada desde a segunda metade do século XVIII, quanto a verga reta estabelecida pelo padrão neoclássico do século XIX. Adotam a ogiva ou o triângulo, com bandeira de vidros coloridos sobre a caixilharia em branco de vidro transparente. Há balcões, varandas e alpendres, com guarda-corpo e elementos variados trabalhados em ferro.

Em Portugal, os chalés aparecem no final do século XIX e são chamados de “casa de brasileiro”, por serem geralmente erguidos por portugueses que voltam endinheirados do Brasil e podem assim edificar segundo a última moda.

O “ Almanack de Ouro Preto para o ano de 1890 ” traz, na página 240, interessante anúncio que muito esclarece sobre a construção dos chalés na capital mineira. Diz a publicidade: “Grande Marcenaria. Escultura em ornatos, carpintaria, etc. – de Miguel Antonio Tregellas (Praia de Ouro Preto) – O proprietário desta oficina, já bastante conhecido por seus trabalhos, entre os quais salienta-se a construção dos altares da capela de S. Francisco de Paula d'esta capital, tendo-a montado à Praia de Ouro Preto com excelente maquinismo e pessoal habilitado, acha-se em condições de prontificar toda e qualquer encomenda com que o honre a confiança pública, tanto para a capital como para fora, como sejam: lambrequins e outros recortes para chalets, altares, trabalhos de torno, mobílias de gosto moderno e apurado, etc. Os altares podem ser construídos na oficina para serem colocados em capelas de qualquer ponto do Estado, encarregando-se d'esse trabalho alguns dos oficiais da marcenaria, competentemente habilitado. Modicidade de preços, zelo e presteza”.

O prédio, também acolhe o Café e Restaurante Deguste , no seu antigo e vasto porão, é edifício de grande porte, erguido no final do Império sobre construção do século XVIII, cujas estruturas são ainda visíveis.

Nos fundos do casarão, os terraços ou patamares que descem até a Rua Xavier da Veiga são típicos da urbanização original de Ouro Preto. As vergas triangulares conferem ritmo especial às fachadas.

Esta é a edificação entre as mais significativas do período que se encerra com a mudança da capital para Belo Horizonte (12 de dezembro de 1897).

Em 1931, decreto do prefeito João Veloso vem impedir “a mudança do ‘facies' colonial da cidade. Em 1933, o presidente Getúlio Vargas declara Ouro Preto monumento nacional. Em 1938, a cidade é tombada pelo IPHAN, criado dois anos antes. A UNESCO, em 1980, inscreve-a no patrimônio cultural da humanidade, como primeiro bem brasileiro a se tornar monumento mundial.

*( ! ) Ângelo Oswaldo de Araújo Santos é professor da PUC – Minas, escritor, jornalista e curador de arte. Já foi o prefeito de Ouro Preto, sendo o primeiro a se reeleger em toda a história da cidade.

 Com muito orgulho, o Hotel do Teatro mantém, com absoluta exclusividade, uma exposição permanente das obras do casal Carlos e Fani Bracher.

 

Restaurante Deguste

Com uma equipe muito bem capacitada, o Café e Restaurante Deguste tem capacidade para atender simultaneamente 180 pessoas. Os diferentes ambientes possibilitam recepções privadas nos casos de grupos de excursões, jantares festivos ou comemorações diversas.
Almoço self service com ou sem balança e a noite a la carte.
Conheça o Restaurante
 
 
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Contato e Localização

Rua Costa Sena, 307, Centro, Ouro Preto
Minas Gerais – Brasil
Tel: +55 (31) 3551-7000
Fax: +55 (31) 3552-4001
E-mail: contato@hoteldoteatro.com.br
Cep 35.400-000
www.hoteldoteatro.com.br

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