Ouro Preto e Mariana

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Ouro Preto, a capital política e administrativa; Mariana, a capital religiosa.

Situadas a apenas 12 quilômetros de distância uma da outra, tão próximas que os homens do século XVIII, em seu ideal de grandeza, pensavam que acabariam interligadas no futuro. Os governadores, constituindo residência em Mariana, em tempos difíceis, época de rebeliões permanentes, e um bispo, D.Frei Domingos da Encarnação Pontevel, decidindo morar em Ouro Preto para fugir às pressões do Cabido.

Localizadas em ponto estratégico da Serra do Espinhaço, cadeia de montanhas que divide as bacias hidrográficas dos Rios Doce e São Francisco, as duas cidades têm sua origem ligada à extração de ouro aluvionário.

Uma vez localizados os depósitos auríferos do córrego do Tripuí e Ribeirão do Carmo, o povoamento se processou com espantosa rapidez. No ano de 1711 são instituídas pelo governo português as Vilas do Ribeirão do Carmo (Mariana) e Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar (Ouro Preto) as primeiras oficialmente reconhecidas em solo mineiro.

Na seqüência de governadores que se sucederam em Vila Rica , no século XVIII, merece especial referência Gomes Freire de Andrada, o Conde de Bobadela. Administrou a Capitania entre 1735 e 1763, quando faleceu. Época que coincide com o apogeu da produção aurífera na região, Vila Rica viveu sua fase de maior esplendor, caracterizada por intenso labor construtivo, que lhe valeu a configuração urbana que ainda conserva nos dias de hoje.

A reabertura ao culto da Matriz do Pilar, reconstruída entre 1731 e 33, serviu de pretexto a magníficas festividades barrocas na antiga Vila Rica. Numa crônica-reportagem, em 1734, com o título de “Triunfo Eucarístico”, o autor, Simão Ferreira Machado, testemunha ocular dos fatos, descreve em requintada linguagem, e grande fluxo de detalhes, as comemorações que duravam vários dias, tendo como ponto culminante a barroquíssima procissão de traslado do Santíssimo Sacramento da Igreja do Rosário dos Pretos para a Matriz do Pilar.

A criação, em 1745, do primeiro bispado da região das Minas, cujo território foi então desmembrado da jurisdição eclesiástica do Rio de Janeiro, teria como conseqüência imediata providencia do governo português, no sentido de elevar à categoria de cidade a Vila do Ribeirão do Carmo, escolhida para sede do mesmo. Sendo D.João V o monarca reinante, a nova cidade, única na região das Minas a obter tal dignidade no período colonial, seria batizada com o nome da real consorte, D. Mariana da Áustria, rainha de Portugal.

De diferenças essenciais ligadas ao sistema de ocupação e uso do solo, condicionado pela topografia e funções urbanas assumidas no decorrer do processo histórico, resulta a centuada diversidade de aspecto entre Ouro Preto e Mariana, que ainda hoje impressiona o visitante das duas cidades.

Enquanto Ouro Preto tem topografia extremamente acidentada, ocupando basicamente três morros separados por vales, Mariana ocupa terrenos de declividade suave, que favorecem a abertura de praças e jardins.

Por outro lado, tendo Ouro Preto surgido da fusão de vários arraiais espalhados pelos morros e vales que compõem sua paisagem urbana, apresenta em conseqüência perfil longilíneo de ocupação do solo que lhe dá a configuração de uma rua contínua, começando no Passa-Dez e terminando no Padre Faria. Já Mariana tem seu traçado urbano encerrado em trama regular.

Assim como a maioria das cidades históricas mineiras, Ouro Preto e Mariana devem a manutenção até os dias de hoje da maior parte de seu acervo arquitetônico construído no período colonial a dois fatores fundamentais. Um fator negativo que teve conseqüências positivas para a conservação: a estagnação econômica das cidades da região no século XIX, com o encerramento do ciclo mineratório.

Na penúltima década do século XIX, um novo período de desenvolvimento econômico se estabiliza na região, baseado na lavoura cafeeira, industrialização incipiente e introdução das vias férreas, que atingem Ouro Preto em 1887 e Mariana em princípio dos anos 1900.

Minas Gerais, que até então se mantinha ligada aos padrões estéticos do período colonial, abre-se a influência de novas correntes artísticas, principalmente as decorrentes do ecletismo.

O fator decisivo para a conservação do acervo arquitetônico das duas cidades foi, entretanto a criação, em 1937, do antigo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O reconhecimento recente pela UNESCO da cidade de Ouro Preto como “Patrimônio Mundial” da humanidade não faz portanto mais que ratificar a tomada de consciência dos próprios brasileiros, há mais de meio século, com relação à significação e perenidade dos valores culturais de seu território, que lhes foram legados pelas gerações anteriores.

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